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Minha Casa Minha Vida: entenda as novas regras para realizar seu sonho em 2026!




Por sonharemorar - 12/01/2026

Desde 2023, o programa habitacional do Governo Federal vem passando por algumas mudanças. Em fevereiro daquele ano, por meio de uma Medida Provisória, ele foi reestruturado, voltando a se chamar Minha Casa, Minha Vida (até então, era Casa Verde e Amarela). Novas regras foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) em junho do mesmo ano, regulamentadas em julho e seguem em vigor, consolidando o programa como principal ferramenta de acesso à casa própria para famílias de baixa e média rendas.

Em 2025, o programa recebeu atualizações significativas, que já estão valendo em 2026. Entre elas estão a criação da Faixa 4, os ajustes nos tetos de imóveis das Faixas 1 e 2 – que agora podem chegar a até R$ 275 mil –, o aumento do valor máximo dos imóveis elegíveis para financiamento Minha Casa Minha Vida, a ampliação do prazo de pagamento, os reajustes em subsídios e taxas de juros, e mudanças nos tamanhos e nas características das unidades habitacionais. Todas essas alterações tornam o programa mais inclusivo e adaptado à realidade de diferentes famílias, inclusive aquelas que vivem em áreas rurais.

Nesta matéria, você vai entender de forma detalhada todas essas mudanças, como funciona o programa atualmente e de que forma ele continua ajudando famílias a realizarem o sonho da casa própria em 2026. Continue a leitura para conferir todas as novidades e oportunidades do Minha Casa, Minha Vida.

Quais as novas regras do Minha Casa Minha Vida?

As novas regras do Minha Casa Minha Vida visam preencher a lacuna deixada pelo programa anteriormente junto à classe média, que ficava entre as classes de baixa renda, subsidiadas pelo programa, e a de renda alta, que tem condições de arcar com a compra do imóvel. Além disso, “a expectativa é de que a medida estimule toda a cadeia produtiva do setor imobiliário e da construção civil, com efeitos positivos sobre a economia”, como informa a matéria sobre o tema no portal Habitability. Veja a seguir um resumo das principais mudanças:

Criação da Faixa 4 de renda

O programa agora contempla quatro faixas urbanas de renda: 

Faixa 1 Faixa 2 Faixa 3 Faixa 4
Renda mensal familiar de até R$ 2.850. Renda mensal familiar de R$ 2.850,01 a R$ 4.700. Renda mensal familiar de R$ 4.700,01 a R$ 8.600. Renda familiar mensal de R$ 8.601,00 a R$ 12 mil mensais (nova faixa criada em 2025).

E nas áreas rurais, como ficam as faixas de renda?

Para as famílias que moram em áreas rurais, as faixas de renda têm valores diferentes e não houve criação de nova faixa. Confira:

Faixa 1 Faixa 2 Faixa 3
Famílias com renda anual de até R$ 31.680 Famílias com renda anual entre R$ 31.608,01 e R$ 52.800 Famílias com renda anual entre R$ 52.800,01 e R$ 96.000.

O que muda com a nova Faixa 4?

A Faixa 4 foi criada para famílias com renda de até R$ 12 mil mensais, com objetivo de incluir um novo perfil de compradores no programa. Essa faixa permite financiar imóveis de até R$ 500 mil, o que viabiliza a inclusão de imóveis com infraestrutura diferenciada, por exemplo, com área de lazer completa no condomínio. 

Além disso, a taxa de juros é de até 10% ao ano, abaixo da media atual de mercado, que gira em torno de 12%. O prazo de para pagamento também foi ampliado para 420 meses. 

O orçamento total para subsidiar as mudanças é de R$ 30 bilhões, sendo metade recursos do FGTS e a outra metade de fontes privadas. A expectativa é beneficiar até 120 mil famílias.

As novas medidas visam impulsionar o setor imobiliário e facilitar o acesso à moradia para uma nova parcela da população que, embora seja considerada classe média, também enfrentava desafios para a compra do primeiro imóvel.

Mais mudanças anunciadas em abril de 2025

A criação da nova faixa inclui outras mudanças. Dentre elas, destacam-se:

1. Minha Casa, Minha Vida para classe média

Até então, o programa atendia apenas 3 faixas de renda, chegando ao máximo de R$ 8 mil por mês, deixando parte da classe média sem acesso aos benefícios habitacionais. Com a inclusão da nova faixa de renda, as famílias que ganham de R$ 8 mil a R$ 12 mil também contarão com algumas vantagens para a aquisição do primeiro imóvel.

2. Reajustes nas faixas anteriores

As faixas 1, 2 e 3 também tiveram ajustes. Na Faixa 1, a renda máxima passou para R$ 2,850, com imóveis de até R$ 264 mil, subsidiados em até 95%. A Faixa 2 agora vai até R$ 4.700 de renda e imóveis até R$ 350 mil com subsídios de até R$ 55 mil. A Faixa 3, para famílias com renda de até R$ 8.600, também pode financiar imóveis de até R$ 350 mil, mas, neste, sem subsídio direto.

3. Subsídio e taxa de juros para financiamento

As taxas de juros do programa Minha Casa, Minha Vida variam de acordo com a faixa de renda familiar, sendo mais acessíveis para quem ganha menos. Com o reajuste nas faixas e a criação da nova Faixa 4, os percentuais foram atualizados, respeitando o perfil socioeconômico de cada grupo. Veja abaixo como ficam as taxas praticadas e os subsídios oferecidos por faixa:

  • Faixa 1 (renda de até R$ 2.850,00): tem as taxas de juros mais baixas do programa, partindo de 4% ao ano, além de subsídios de até 95% do valor do imóvel
  • Faixa 2 (renda de R$ 2.850,01 a R$ 4.700,00): taxas de juros reduzidas, que variam conforme a região do país e o perfil (cotista ou não do FGTS), além de subsídios de até R$ 55 mil.
  • Faixa 3 (renda de R$ 4.700,01 a R$ 8.600,00): taxas de juros entre 7,66% e 8,16% ao ano, bem abaixo das praticadas no mercado, mas sem subsídio no valor do imóvel.
  • Faixa 4 (renda de R$ 8.600,01 a R$ 12.000,00): recém-criada, essa faixa tem taxa de juros diferenciada em comparação à média de mercado – de até 10% ao ano – mas também não conta com subsídio direto.

4. Ampliação do valor dos imóveis

Além das mudanças já mencionadas, há também a ampliação do limite de valor do imóvel a ser financiado em todas as faixas, chegando ao máximo de R$ 500 mil. Isso permite contemplar apartamentos com uma infraestrutura mais completa, incluindo, por exemplo, piscina e área kids. Anteriormente, o valor máximo era de R$ 350 mil, como mostra a tabela a seguir:

Faixa de Renda Renda Familiar Mensal Valor Máximo do Imóvel (Antes – até mar/2025) Valor Máximo do Imóvel (Depois – a partir de mai/2025)
Faixa 1 Até R$ 2.850,00 R$ 190.000,00 R$ 264.000,00
Faixa 2 R$ 2.850,01 a R$ 4.400,00 R$ 264.000,00 R$ 350.000,00
Faixa 3 R$ 4.400,01 a R$ 8.000,00 R$ 350.000,00 R$ 350.000,00
Faixa 4 (nova) R$ 8.000,01 a R$ 12.000,00 R$ 500.000,00

Vale destacar, contudo, que os valores máximos do imóvel também pode variar, dependendo da modalidade específica de atendimento, com limites menores nos casos subsidiados pelo governo e maiores para a modalidade financiada com recursos do FGTS, com subsídios menores, mas ainda com condições facilitadas de financiamento.

O programa também aumentou o valor máximo dos imóveis considerando o porte populacional dos municípios. Dessa forma, em cidades com população de até 100 mil habitantes, o valor máximo dos imóveis financiáveis foi elevado de R$ 210 mil para até R$ 230 mil. Essa mudança busca facilitar o acesso à moradia para famílias em cidades menores, ampliando as opções de imóveis.

5. Maior prazo de pagamento

Quem se enquadra na faixa 4 também terá o prazo de pagamento maior, podendo chegar a até 420 meses (35 anos). Antes, o prazo máximo era de 360 meses.

Principais mudanças anunciadas em abril de 2025

Antes das mudanças Após as mudanças (previstas para maio/2025)
Faixas de renda Três, indo de R$ 2.640,00 a R$ 8.000,00 Quatro, indo até R$ 12.000,00. E novos valores para as demais faixas.
Valor do imóvel Até R$ 350 mil Até R$ 500 mil
Prazo de financiamento Até 360 meses Até 420 meses

Lembre-se: caso queira financiar com a Caixa, o ideal é fazer uma simulação pelo site ou ir direto a uma das agências bancárias.

Minha Casa, Minha Vida: o que já havia sido mudado no programa antes da criação da Faixa 4

O conjunto anterior de mudanças anunciado pelo governo em 2023 e regulamentado em julho do mesmo ano marcou o início de uma nova etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, com avanços importantes para as famílias de baixa e média rendas — como o aumento do subsídio, a redução das taxas de juros e mudanças nas exigências dos imóveis. Confira os principais destaques dessa reformulação, válida antes da criação da Faixa 4.

 
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